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Devem os Cristãos, da Nova Aliança, Obedecer a Lei?



No artigo anterior, buscamos responder a uma pergunta que nos foi feita: Jesus aboliu a Lei? Caso ainda não tenhas lido, recomendamos a leitura para melhor compreensão. No artigo, vimos que Jesus não aboliu nem cancelou a lei; em vez disso, Ele cumpriu seu propósito, que, de acordo com Gálatas 3:24, era o de ser um tutor e levar as pessoas a Cristo. Uma vez que a lei cumpriu seu propósito, ela foi colocada de lado, e uma Nova Aliança foi ratificada, a aliança da fé. Como mencionado também no artigo, a Lei não era e não é má; ela simplesmente cumpriu seu propósito.


Agora, a questão é: sabendo que a Lei não é má e não foi cancelada, os cristãos ainda devem obedecê-la? Em nossa experiência, essa é a verdadeira pergunta que muitos crentes querem ver respondida quando começam a questionar se a lei foi ou não abolida. Nós já estivemos nessa situação e nos fizemos a mesma pergunta! Nossa oração é que, por meio deste artigo, Deus lhe dê clareza em nome de Jesus.


Se a Lei não é má, os crentes da nova aliança devem obedecê-la?

A resposta direta para essa pergunta é: Não! De forma alguma, nem mesmo um único mandamento. Algumas pessoas acreditam que as leis cerimoniais, aquelas referentes ao serviço no templo e aos sacrifícios, foram as únicas leis canceladas, mas que as leis morais ainda estão em vigor. No entanto, considerando o propósito da lei, isso parece contraditório. A lei em si não foi cancelada, e nem nenhuma parte dela; novamente, o próprio Jesus disse que não veio abolir a Lei. A lei tinha um propósito e esse propósito foi cumprido; porquanto depois de ter cumprido o proposito, a lei foi deixada de lado e não cancelada, mas tornou-se antiquada.


Nenhum mandamento da lei deve ser obedecido pelos crentes do Novo Testamento, por isso a chamamos de antiga. Estamos sob a nova aliança, portanto, sob a lei de Cristo e não sob a lei de Moisés. Contudo, podemos aprender, e somente aprender, com a essência da Lei, pois ela ainda revela a natureza santa de Deus, mas isso deve ser feito à luz do Novo Testamento, sem jamais nos submetermos novamente à Lei, e explicaremos o porquê ao longo deste artigo. Vamos lá.


A Lei prefigurava bênçãos espirituais superiores

Como mencionamos brevemente no artigo anterior, um dos propósitos da Lei era prefigurar, representar antecipadamente, bênçãos espirituais superiores encontradas em Cristo. Assim, se estamos em Cristo, temos acesso às próprias bênçãos espirituais superiores e não mais às suas sombras; o véu é removido e podemos vê-las claramente. Se possuímos as próprias bênçãos superiores, então as sombras se tornam automaticamente desnecessárias. Por que, então, precisaríamos novamente das bênçãos menores ou das sombras se já temos as superiores? Isso marcaria uma regressão e não um progresso, tornando a obra de Cristo inútil.


A Epístola aos Hebreus diz o seguinte, "'De fato, segundo a lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que estão nos céus fossem purificadas com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais requerem sacrifícios superiores àqueles. Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro Santuário, porém no próprio céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus.'" Hebreus 9:22-24


Observe que a passagem diz, "as figuras das coisas que estão nos céus fossem purificadas com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais requerem sacrifícios superiores àqueles. " O sistema que veio por meio da Lei era uma cópia das realidades celestiais — bênçãos superiores. Portanto, Deus advertiu Moisés, dizendo, "'Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que foi mostrado a você no monte.'" Êxodo 25:40. Contudo, em Cristo, temos acesso às próprias bênçãos superiores, não às cópias como as que eles tinham. Portanto, se nos concentrarmos em obedecer somente às justas exigências da nova aliança, que é superior, automaticamente cumpriremos as justas exigências da Lei que é menor.


Paulo expressa isso da seguinte maneira, "'Agora, pois, já não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, livrou você da lei do pecado e da morte. Porque aquilo que a lei não podia fazer, por causa da fraqueza da carne, isso Deus fez, enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no que diz respeito ao pecado. E assim Deus condenou o pecado na carne, a fim de que a exigência da lei se cumprisse em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.'" Romanos 8:1-4


Observe os últimos versículos, "Porque aquilo que a lei não podia fazer, por causa da fraqueza da carne, isso Deus fez, enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no que diz respeito ao pecado. E assim Deus condenou o pecado na carne, a fim de que a exigência da lei se cumprisse em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito". Em outras palavras, a Lei era impotente para nos redimir ou transformar, mas o sacrifício de Cristo é suficiente para nos redimir e transformar. Nele, temos acesso a uma nova lei, "a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus", e se a seguirmos - andando no Espírito, cumpriremos a justa exigência da lei do Antigo Testamento automaticamente.


Sob esta nova aliança, temos acesso ao Espírito Santo, que nos guia para que não satisfaçamos as concupiscências ou os desejos pecaminosos da carne e, ao fazê-lo, cumprimos as exigências da justiça ou os preceitos justos da Lei de Moisés. Isso se dá porque a Bíblia diz, "'Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: “Ame o seu próximo como a você mesmo.” Gálatas 5:14. Assim, se alguém ama o seu próximo como a si mesmo, conforme o Novo Testamento ordena, embora esse mandamento também esteja presente na lei (Levítico 19:18), essa pessoa está cumprindo a exigência da lei, mas não obedecendo à lei em si, nem se submetendo ao seu jugo. Percebe a diferença? Novamente, obedecer aos preceitos da nova aliança é suficiente para os cristãos; ao fazerem isso, eles satisfazem a lei sem obedecê-la.


Quando o texto diz, "Ame o seu próximo como a si mesmo", este se refere apenas aos aspectos relacionados ao nosso relacionamento com o próximo. No entanto, a lei também continha exigências sobre o nosso relacionamento com o próprio Deus. Talvez a melhor maneira de entender isso seja observando os Dez Mandamentos, mencionados pela primeira vez em Êxodo 20:1-17. A primeira parte, composta pelos quatro primeiros mandamentos (versículos 1-11), diz respeito ao nosso relacionamento diretamente com Deus, e os seis mandamentos restantes compõem a segunda parte e tratam diretamente do nosso relacionamento com o próximo, embora, em última análise, também afetem o nosso relacionamento com Deus. Qual é o ponto? o ponto é que, tendo isso em mente, essas dez leis podem ser resumidas em dois grandes mandamentos.


Jesus coloca da seguinte maneira "..., “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.” Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.”' Mateus 22:37-39. Portanto, se você obedecer a esses dois grandes mandamentos, então você cumprirá todos os dez mandamentos, porque eles resumem a essência da Lei e dos profetas, segundo Jesus. Na sequência, o próprio Senhor Jesus continua dizendo, "'Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.'" Mateus 22:40 Em outras palavras, "Toda a lei e todas as exigências dos profetas se baseiam nesses dois mandamentos." Mateus 22:40 NVT.


Portanto, quando os crentes do Novo Testamento questionam se devem ou não obedecer à lei, demonstram que nunca compreenderam a nova aliança, o caráter de Deus, a própria lei e seu propósito, ou que foram enganados por alguém em algum momento de sua jornada. Se você tem o iPhone mais recente, por que voltaria para o antigo? Em teoria, o mais recente possui todos os recursos do antigo e muito mais, a menos que alguns recursos antigos tenham sido considerados desnecessários, e por conseguinte excluídos. É claro que essa é uma analogia imperfeita, considerando a distração que as novas tecnologias podem trazer, juntamente com maior produtividade. No entanto, esse não é o caso da nova aliança.


Entendendo a nova aliança

Muitos cristãos não compreendem em condições a realidade e a dimensão da nova aliança e isso pode gerar conflitos. A verdade é que a nova aliança de Deus incorpora a essência da antiga, e obedecer às exigências da nova aliança em Cristo nos leva a obedecer às exigências da lei, cumprindo seus justos requisitos, que, francamente, são menos rigorosos apesar de penosos quando comparados aos requisitos da nova aliança. As exigências da Nova Aliança são mais rigorosas do que as da antiga. Consideremos as palavras de Jesus, "'Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.'" Mateus 5:21-22


O que é mais fácil, o antigo mandamento “não matarás ” ou o novo mandamento “aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento”? Certamente o antigo é mais fácil. Se você continuar, verá que Jesus faz outros contrastes e, ao fazê-lo, removeu a antiga aliança e estabeleceu a nova, fundamentada em promessas melhores (Hebreus 8:6) e com exigências mais rigorosas para a justiça. No entanto, existe um porém: a nova aliança é voltada para a transformação e não para o desempenho; sob a nova aliança, temos acesso a uma nova natureza (João 1:12-13), não dominada pelo pecado, e acesso ao Espírito Santo, que nos ajuda a subjugar nossa velha natureza carnal, mas na antiga eles não tinham.


Assim, embora as exigências da nova aliança sejam mais rigorosas, o auxílio que temos para obedecê-las também é maior. Ao contrário, se voltarmos à lei, ficaremos desamparados e incapazes até mesmo de obedecer a Deus cumprindo ela. Sob a lei, é "ou obedeces a tudo ou não obedeces a nada", como Tiago expressa da seguinte forma, "'Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente.'" Tiago 2:10 NVI. A lei não é um sistema de escolha seletiva. Se alguém disser que devemos obedecer a "algumas" leis relevantes para nós hoje, então automaticamente somos retidos a voltar a toda Lei: sacrificar animais, pagar dente por dente, olho por olho, etc. Porém, Paulo nos adverte contra essa ideia de voltar à lei, ainda que enganados, em sua carta à igreja dos Gálatas.


Uma advertência contra a antiga Heresia

Paulo disse, "'Ó gálatas insensatos! Quem os enfeitiçou? Jesus Cristo não lhes foi explicado tão claramente como se tivessem visto com os próprios olhos a morte dele na cruz? Deixem-me perguntar apenas uma coisa: vocês receberam o Espírito porque obedeceram à lei ou porque creram na mensagem que ouviram? Será que perderam o juízo? Tendo começado no Espírito, por que agora procuram tornar-se perfeitos por seus próprios esforços? Será que foi à toa que passaram por tantos sofrimentos? É claro que não foi à toa! Volto a perguntar: acaso aquele que lhes deu o Espírito e realizou milagres entre vocês agiu assim porque vocês obedeceram à lei ou porque creram na mensagem que ouviram?'" Gálatas 3:1-5 NVT


Paulo diz expressamente acima, que para alguém, ou seja os crentes do Novo Testamento, que compreenderam o significado da morte de Cristo e receberam o Espírito Santo crendo na mensagem da cruz, voltar à lei é um feitiço; isso não acontece apenas porque alguém simplesmente decidi fazê-lo, mas por ser enganado por um pregador corrupto, como os judaizantes que vieram à igreja da Galácia depois de terem sido salvos pela pregação da cruz feita por Paulo. Esta é a única maneira pela qual os crentes do Novo Testamento voltam à lei: pelo engano. Não volte à lei! Você não conseguirá obedece-la e nem sequer a podes obedecer, a nova aliança é suficiente para os crentes do nova testamento. "Não se enganem: “As más companhias corrompem os bons costumes.”'" 1Coríntios 15:33


Veja bem, a tentativa de levar os crentes de volta à lei não é algo novo. Paulo lidou muito com essa questão em diversas igrejas ao longo de seu ministério, e geralmente começava com o assunto da circuncisão, e logo os judaizantes exigiam cada vez mais dos novos crentes. Por exemplo, em Atos 15:1-2, lemos, "'Alguns indivíduos que foram da Judeia para Antioquia ensinavam aos irmãos: — Se vocês não forem circuncidados segundo o costume de Moisés, não podem ser salvos. Tendo surgido um conflito e grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, foi resolvido que esses dois e mais alguns fossem a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros, para tratar desta questão.'" Observe que Paulo e Barnabé não permaneceram em silêncio, eles rejeitaram as exigências dos judaizantes, e assim devemos fazer nós.


Além disso, observe também que a Igreja de Antioquia determinou que Paulo e Barnabé deveriam subir a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros, para tratar dessa questão e resolvê-la de uma vez por todas. Portanto, essa não é assunto qualquer é um assunto serio, e não é uma questão nova; a afirmação "Se vocês não forem circuncidados segundo o costume de Moisés, não podem ser salvos." é a primeira grande heresia que a Igreja teve que enfrentar. De fato, essa é a questão que levou a igreja a realizar seu primeiro grande concílio, com Paulo e Barnabé indo a Jerusalém; quem melhor do que os apóstolos e presbíteros da igreja primitiva para resolver essa questão para nós? Ninguém além deles. Graças a Deus, eles ainda estavam vivos naquela época e fizeram um decreto a respeito dessa questão, conforme está escrito,


"'Mandaram por eles a seguinte carta: “Os irmãos, tanto os apóstolos como os presbíteros, aos irmãos gentios em Antioquia, Síria e Cilícia, saudações. Visto sabermos que alguns que saíram de nosso meio, sem nenhuma autorização, perturbaram vocês com palavras, transtornando a mente de vocês, pareceu-nos bem, chegados a pleno acordo, eleger alguns homens e enviá-los a vocês com os nossos amados Barnabé e Paulo, homens que têm arriscado a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, estamos enviando Judas e Silas, os quais pessoalmente lhes dirão as mesmas coisas. Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não impor a vocês maior encargo além destas coisas essenciais: que vocês se abstenham das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e da imoralidade sexual; se evitarem essas coisas, farão bem. Passem bem.”'" Atos 15:23-29. Louvado seja Deus!


Em resumo, a única coisa que os crentes devem observar proveniente da lei, não como forma de cumpri-la ou retornar a ela, mas porque se tornou um requisito da nova aliança e está ligada à natureza de Deus, é, "'[...] se abstenham das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e da imoralidade sexual [...]'" Atos 15:29. Em outras palavras, “'Vocês não devem comer comidas oferecidas a ídolos, sangue, ou ainda animais que tenham sido estrangulados [apertado ou constringido pelo pescoço, especialmente a ponto de causar a morte]. Vocês também não devem cometer imoralidades sexuais. Vocês farão bem se ficarem longe dessas coisas. Passem bem.'" Atos 15:29 Versão Fácil de Ler. Os líderes da igreja primitiva disseram, “Vocês farão bem se ficarem longe dessas coisas.” Atos 15:29b. Amém! Os pontos mencionados pelos apóstolos, são os únicos contidos na lei que entraram na nova aliança.


Os pontos mencionados pelos apóstolos no final da carta enviada através de Paulo e Barnabé juntamente com Judas e Silas, são os únicos contidos na lei que entraram na nova aliança. Os apóstolos não concordavam nem por um minuto com a ideia de que os crentes da nova aliança deveriam ser circuncidados e muitos menos obedecerem à lei de Moisés. Eles disseram que exigir disso dos crentes da nova aliança é tentar a Deus e colocar sobre eles um jugo incarregável. Está escrito, “'Agora, pois, por que vocês querem tentar a Deus, pondo sobre o pescoço dos discípulos um jugo que nem os nossos pais puderam suportar, nem nós?'" Atos 15:10. Voltar a lei, não a lei em si, é um jugo de escravidão; nem as grandes figuras do Antigo Testamento e nem mesmo os apóstolos conseguiram suportar o jugo da lei, e nem tão pouco nós conseguiremos. Paulo disse em Colossenses 2:16-17, "'Portanto, que ninguém julgue vocês por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.'"


Em resumo

Não voltemos à lei! Ela tinha um propósito e foi cumprido em Cristo. O que está prescrito no Novo Testamento ou aliança é suficiente para nós. A lei em si não é má e nem foi dada por engano, por isso ela não precisava ser abolida, e Jesus não a aboliu; pelo contrário, Ele a cumpriu e depois inaugurou uma nova aliança em Seu sangue. Assim, a Lei se tornou antiquada, um antigo testamento ou aliança, da qual os crentes do novo testamento ou da nova aliança não estão sujeitos ou vinculados — você só está legalmente vinculado a contratos ou alianças que assinou ou que o afetam, falo como homem! Embora algumas pessoas afirmem que as leis morais ainda estão em vigor, repito, nenhum mandamento da lei deve ser obedecido pelo crente do novo testamento, incluindo as leis morais — obedecê-las porque a lei diz ou porque se encontram na Bíblia é obedecer à lei e colocar sobre nós um jugo que já foi removido em Cristo, e explicado pelos próprios apóstolos - os líderes da igreja primitiva.


Lembremos, Paulo nos advertiu dizendo, "'Será que perderam o juízo? Tendo começado no Espírito, por que agora procuram tornar-se perfeitos por seus próprios esforços? Será que foi à toa que passaram por tantos sofrimentos? É claro que não foi à toa! Volto a perguntar: acaso aquele que lhes deu o Espírito e realizou milagres entre vocês agiu assim porque vocês obedeceram à lei ou porque creram na mensagem que ouviram?'" Gálatas 3:3-5 NVT. Não se aperfeiçoe na carne voltando à lei. Novamente, Tiago disse, "'Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente.'" Tiago 2:10 NVI. Assim, não podemos simplesmente escolher obedecer às leis morais e deixar o resto; é tudo ou nada. Contudo, podemos aprender, e somente aprender, com a essência da Lei, pois ela ainda revela a natureza Santa de Deus. Mas isso deve ser feito à luz do Novo Testamento, sem jamais nos submetermos novamente à Lei.


Paulo também disse, "'Porque aquilo que a lei não podia fazer, por causa da fraqueza da carne, isso Deus fez, enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no que diz respeito ao pecado. E assim Deus condenou o pecado na carne, a fim de que a exigência da lei se cumprisse em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.'" Romanos 8:3-4. A Lei era impotente para nos salvar por causa da nossa natureza pecaminosa - o pecador não precisa simplesmente de Lei mais da capacidade de obedecer, leis podem exister mais se alguém não tem capacidade de obedecer as leis serão impotentes. Por isso, Deus enviou o seu filho na carne, para nos livrar do pecado e cumprir em nós as exigências da lei pelo novo nascimento e ao caminharmos em obediência pelo Seu Espírito.


Ao andarmos no Espírito, obedecendo à nova aliança, satisfazemos a justa exigência da Lei e desfrutamos da comunhão com Deus, não tendo necessidade de obedecer a mais nada. Ser um cristão perfeito, completo, ou maduro não significa acrescentar a lei a nós mesmos, mas sim ser um bom crente do Novo Testamento, obedecendo somente a tudo o que é prescrito na nova aliança. Que Deus te abençoe, que você seja livre de qualquer jugo que Ele não tenha colocado sobre você por meio da sua palavra e que corras a corrida da fé sem obstáculos, sendo obediente pela fé as leis da Nova Aliança para a glória de Deus. Até breve e fique atento ao próximo artigo desta categoria: Lei e Graça.


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